Como antecipar o FGTS para quitar dívidas em 2022

 Pessoas com saldo no FGTS, mesmo que inativo, poderão usar o benefício antes do mês de aniversário, o que é um ótimo recurso para as contas do começo do ano


Conforme o ‘Mapa da inadimplência e renegociação de dívidas no Brasil’, um levantamento feito mensalmente pelo Serasa, só em outubro de 2021 haviam 63,4 milhões de brasileiros inadimplentes, o maior índice registrado desde julho de 2020. Fora isso, o valor total das dívidas no país cresceu em 3,37% em comparação ao mês anterior, atingindo o total de R$ 253,65 bilhões.
FGTS


São Paulo, janeiro de 2022 - Contas como Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), licenciamento do carro, seguros e pendências escolares são comuns no início do ano. Se 2022 já deve começar com o orçamento apertado, o atual cenário econômico também oferece alguns obstáculos às finanças do brasileiro: com preços mais caros em quase todos os setores, pode ser difícil fechar as contas.


Conforme o ‘Mapa da inadimplência e renegociação de dívidas no Brasil’, um levantamento feito mensalmente pelo Serasa, só em outubro de 2021 haviam 63,4 milhões de brasileiros inadimplentes, o maior índice registrado desde julho de 2020. Fora isso, o valor total das dívidas no país cresceu em 3,37% em comparação ao mês anterior, atingindo o total de R$ 253,65 bilhões.


Para facilitar a vida das pessoas e auxiliá-las na concretização de metas e sonhos, negócios que unem tecnologia e finanças estão ganhando espaço. É o caso da Empresto+, fintech que tem como objetivo viabilizar crédito rápido e sem burocracia para que as pessoas retomem projetos e planos. Uma das opções que a fintech traz é o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) — um dos benefícios previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que resguarda trabalhadores formais.


Até pouco tempo, o FGTS era sinônimo de dinheiro congelado. Caso o empregado mantivesse o vínculo empregatício ou não se enquadrasse nas diretrizes de liberação do benefício, era difícil usufruir do dinheiro depositado na conta. A partir de 2019, o cenário começou a mudar e o saque-aniversário foi autorizado por lei. Mesmo com essa nova flexibilização, era preciso aguardar o mês do nascimento para resgatar apenas uma parcela. Agora, uma parte maior do valor do FGTS pode ser retirado em qualquer período do ano como um empréstimo — incluindo o saldo de contas inativas — e a operação fica por conta da mediação da própria fintech.


“O saque-aniversário foi um avanço importante para o beneficiário do FGTS, mas ainda impunha algumas limitações. No entanto, com a liberação do empréstimo vinculado ao saldo, o trabalhador tem a possibilidade de sacar parte do dinheiro em qualquer mês do ano. Afinal, nunca se sabe quando uma conta urgente — ou uma oportunidade de realizar um sonho antigo — vai surgir", comenta Arnaldo Bifulco, sócio-diretor da Empresto+, empresa do grupo Ativy.


Há também outros dois pontos positivos dessa nova categoria de concessão de crédito. O primeiro é que as taxas de juros são menores do que as do cheque especial, opção que, em 2019, era utilizada por 2 a cada 10 brasileiros. E o segundo é que com o uso de tecnologia de ponta, como criptografia e RPA (Robotic Process Automation), o processo é todo realizado virtualmente, eliminando a burocracia, papelada e necessidade de visitar agências. Na prática, a antecipação do saque-aniversário faz o dinheiro render mais e é um processo simples e seguro. Após o aceite, o valor fica disponível em até um dia útil.


Além disso, diferente das formas convencionais de empréstimo, que geram parcelas mensais a serem pagas, o novo modelo é abatido na conta do benefício (FGTS), considerando os depósitos do empregador. A modalidade é, portanto, uma boa oportunidade para quem precisa de dinheiro, mas não consegue arcar com as mensalidades dentro do orçamento.


É importante reforçar que a solução também abrange os negativados. Segundo uma pesquisa realizada pela Foregon, portal de produtos financeiros, 44,3% dos entrevistados disseram estar com o nome sujo na praça. A transação, que é feita totalmente pela internet, não exige análise de crédito.


“O FGTS é um direito. Não concordamos em saber que alguém esteja precisando de dinheiro, seja pelo motivo que for, e não pode retirar uma quantia que é dele, a qualquer momento. Queremos transformar essa realidade, dar mais liberdade financeira para as pessoas terem qualidade de vida, realizar seus sonhos e quitar suas dívidas”, finaliza Bifulco.

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